Como lidar com dívidas técnicas (ft. Rodrigo Miguel)
Devo, não nego, pago quando puder. Só que dívida técnica cobra juros, e alguém no time precisa dizer qual pagar primeiro.
Com o Rodrigo Miguel (VP de engenharia do Asaas), o tema é dívida técnica. Ele usa a classificação do Martin Fowler (deliberada ou inadvertida, prudente ou imprudente) e defende que o objetivo não é evitar dívida, é mantê-la sempre prudente. A conversa cobre os sinais de que uma dívida precisa ser paga (o dev torce o nariz pra mexer, o código que sempre quebra quando alguém encosta), a micro-refatoração embarcada na própria tarefa, a regra de 10 a 20% do tempo pra refatorar, e por que nem toda dívida precisa de prazo.
Pontos altos:
- 'A qualidade não se negocia': dá pra negociar prazo, escopo e momento de liberar, mas não a capacidade do código de ser alterado.
- Antecipar a entrega sem terminar o projeto: entregar em um mês e seguir refatorando por mais dois, desde que a empresa entenda que aquilo ainda está em andamento.