Modernização de legados (ft. Itaú)
Legado não é velho. Legado é o que te sustenta. Tem sistema no banco mais antigo que a engenheira que cuida dele, e que roda melhor que app novo.
Com o Marcelo Vieira e a Jéssica Félix (Itaú), o papo é modernização de legado numa instituição de mais de 100 anos e mais de 10 mil pessoas em tecnologia. A conversa desmonta a ideia de que COBOL é sinônimo de ruim, passa pelo padrão de estrangulamento (o novo convivendo com o legado via adapter, com rollback rápido) e por práticas de deploy como blue-green, canary e feature flag, o que explica por que um banco consegue fazer deploy na sexta. Detalham como se decide o que virou legado e como convencer o negócio a priorizar refatoração falando de custo e receita, não de estética de código.
Pontos altos:
- Como vender refatoração pro negócio: ancorar num número (a lentidão que custa X por mês), nunca no argumento de que o código é feio ou antigo.
- O desafio de desligar um legado: é mais difícil que construir o novo, porque sempre sobra uma pontinha que alguém ainda usa e ninguém sabe de quem é.